O Falun Gong não é apenas para melhorar a saúde e adquirir bem-estar,
e sim um caminho para forjar um ser verdadeiro, para a elevação do ser.
Os ensinamentos do Falun Gong, conhecidos na cultura tradicional chinesa como Tao ou Fa,
são apresentados no livro Zhuan Falun.
Através deles, a pessoa aprende a cultivar suas virtudes e a se aperfeiçoar guiada pelos princípios da
Verdade, Benevolência e Tolerância. Aplicando estes princípios é possível, fundamentalmente,
abandonar comportamentos negativos como o egoísmo, a inveja, a avareza, etc.
Por meio do cultivo do xinxing, o refinamento do caráter moral, a pessoa descarta todas as tendências
egoístas, apegos e distorsões quanto ao "ser" e ao "ter".
Neste processo, a pessoa se conecta progressivamente com sua natureza pura, boa e original.
Os pensamentos distorcidos e vícios perdem seu poder e desaparecem gradualmente.
Isso significa viver em harmonia com o universo, voltar ao nosso ser verdadeiro e original.
1.1 - O que é o Falun Dafa ou Falun Gong?
Falun é um termo chinês em que "Fa" significa "Lei" ou "Caminho" e "Lun" significa "Roda", expressando assim o significado complexo de uma Lei ou Caminho que abarca o movimento cósmico em rotação perpétua. Dafa é composto de "Da" e "Fa", que significam "Grande" e "Lei" ou "Caminho", respectivamente. Assim, Falun Dafa pode ser traduzido como "O Grande Caminho de Cultivo da Roda da Lei".
Falun Dafa é popularmente conhecido como Falun Gong. Aqui, "Gong" é um termo genérico para todas as práticas que cultivam a energia interna. Mas "Gong" também significa "energia cultivada". Desta forma, Falun Gong pode ser traduzido como "Prática da Roda da Lei" ou "Qigong da Roda da Lei".
Falun Dafa é uma antiga prática de cultivo integral da natureza e da vida, originária da China pré-histórica. A prática dos exercícios consiste em movimentos lentos e suaves e inclui a meditação, os quais reequilibram a energia, melhoram a saúde e são fáceis de aprender. O aprendizado dos exercícios é gratuito e a prática é relaxante.
O principal componente do Falun Dafa é o estudo e a assimilação contínua à natureza do universo - Zhen-Shan-Ren (Verdade, Compaixão, Tolerância). Não é uma disciplina física ou marcial nem tampouco uma seita ou religião. Na China, este tipo de disciplina é conhecido como "xiulian", que significa cultivar e refinar.
1.2 - O Falun Gong é uma religião?
O Falun Gong não é uma religião, mas assim como as religiões, compartilha uma crença espiritual. Por meio do cultivo gradual da Verdade, Compaixão e Tolerância (Zhen-Shan-Ren), a pessoa contribui mais positivamente para a sociedade. O Falun Gong não possui templos, rituais, clérigos, sacerdotes ou hierarquias. Nunca é pedido dinheiro às pessoas, e não existem iniciações nem filiações.
A maneira mais apropriada de categorizar o Falun Gong é como uma antiga prática de qigong para o cultivo do ser. Os praticantes levam vidas normais e participam ativamente em suas comunidades. A prática é para quem a escolher e está centrada no melhoramento pessoal de acordo com os princípios universais: Zhen-Shan-Ren (Verdade, Compaixão e Tolerância).
1.3 - Quem é o Senhor Li Hongzhi?
O Sr. Li Hongzhi é o fundador e mestre do Falun Dafa. Em 1992, ele introduziu a prática ao público no Nordeste da China na cidade de Changchun. Em seguida, ensinou-a publicamente ao redor da China durante dois anos e, de boca em boca, ela foi sendo difundida.
Mantendo a tradição chinesa, às vezes o Sr. Li é respeitosamente referido como Mestre. Na China, essa é uma honraria comum para um instrutor talentoso. Ele não solicitou nenhum tratamento especial nem tampouco aceita dinheiro ou doações dos estudantes do Falun Gong. Ele reitera que a prática deve estar disponível para todas as pessoas incondicionalmente.
O Sr. Li deu conferências públicas em vários países como Austrália, Suíça, Alemanha, Canadá e Estados Unidos e, devido a suas contribuições à humanidade, recebeu mais de mil prêmios e menções de honra, além de ter sido indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz.
1.4 - Quem pratica o Falun Gong e quais os benefícios que eles encontram?
O Falun Gong é praticado por pessoas de todas as idades, culturas, religiões, ocupações e de diferentes âmbitos sociais em mais de 114 países ao redor do mundo. As pessoas que praticam regularmente experimentam melhora da saúde, redução do estresse, aumento da energia e paz interna. Os ensinamentos transmitidos no Falun Dafa possibilitam uma verdadeira mudança interior, e quem o cultiva forja fortes valores morais, virtude e sabedoria.
1.5 - Estou interessado em conhecer mais. Como posso começar?
Todos os locais de prática oferecem instruções gratuitas e todos são bem-vindos. Você pode procurar na lista de locais de prática um contato próximo a sua residência. Todo o material na internet pode ser baixado e impresso sem nenhum custo.
1.6 - Como e onde fazer os exercícios? Quanto tempo dura?
Você não precisa fazer os exercícios em público, apesar do comparecimento aos locais de prática ser encorajado. Os exercícios e a meditação do Falun Gong podem ser feitos em qualquer local, a qualquer hora.
Os exercícios e a meditação podem ser razoavelmente aprendidos em uma ou duas horas e aperfeiçoados no decorrer de mais ou menos uma semana. Os ensinamentos básicos, dispostos nos livros Falun Gong e Zhuan Falun, podem ser lidos em várias etapas. A maestria, é claro, é um processo de desenvolvimento espiritual que ocorre ao longo da vida.
Não há uma quantidade de tempo requerida para a prática diária. A música completa dos exercícios (se você desejar ouvir enquanto pratica, o que é recomendado) dura uma hora para os quatro exercícios em pé e uma hora para a meditação. Versões mais curtas de cada um deles também estão disponíveis para download. Geralmente, a prática diária é obviamente melhor, mas qualquer quantidade que possa ser encaixada em uma rotina atarefada trará benefícios. A prática é bastante flexível e conveniente.
1.7 - Como posso conseguir um livro do Falun Dafa, e um vídeo dos exercícios?
Você pode obter os livros de instrução e os CDs de vídeo e áudio gratuitamente neste website, ou nas melhores livrarias.
Talvez você tenha escutado sobre a extensa e brutal perseguição ao Falun Dafa que ocorre na China desde julho de 1999. O que está acontecendo exatamente, e por que o regime de Jiang Zemin (ex-ditador chinês) desencadeou sua fúria contra uma prática que é tão pacífica e que obviamente não representa ameaça a ninguém? Esperamos poder esclarecer estas questões para que você possa compreendê-las.
2.1 - O contexto
Primeiramente, é preciso entender que o Partido Comunista é oficialmente ateu, assim, qualquer coisa de natureza espiritual não é bem recebida por ele e frequentemente é proibida porque não está de acordo com a ideologia comunista.
Além disso, para aqueles de nós que vivem em nações democráticas onde os funcionários do governo são eleitos, a liberdade de consciência é considerada um dos diretos universais mais básicos, mas na China tais direitos humanos fundamentais raramente são protegidos.
O número de praticantes do Falun Gong é, simplesmente, demasiado grande para o gosto do regime comunista: os cem milhões de praticantes na China, segundo censo realizado pelo próprio regime em 1998, ultrapassam o número de membros do Partido Comunista Chinês. Outros grupos populares que o governo não controla também são perseguidos, tais como os protestantes, os católicos romanos e os budistas tibetanos.
2.2 - Os fatos
Em 1997, o regime chinês iniciou uma campanha difamatória contra o Falun Gong usando todas as formas de mídia disponíveis. Cabe informar que na China Continental todas as mídias são estatais e a internet é censurada pelo regime.
Em 25 de abril de 1999, mais de dez mil praticantes do Falun Gong reuniram-se de forma legal e pacífica em Pequim, do lado de fora de Zhongnanhai, um complexo de edifícios governamentais chinês. Esta reunião aconteceu em decorrência de informações sobre a violência e os maus-tratos por parte da polícia chinesa contra praticantes do Falun Gong na cidade de Tianjin. Também foi realizada devido à proibição da publicação de materiais do Falun Gong. A manifestação desta multidão foi pacífica e ordenada e, depois que alguns dos participantes apresentaram o casos ao Sr. Zhu Rongji, primeiro-ministro do Conselho Estatal Chinês, todos retornaram tranquilamente para seus lares.
É claro que este evento alarmou o regime chinês, que não previa que tantas pessoas pudessem se reunir tão rapidamente no coração da capital. Desde o incidente de Tiananmen em 1989, que reuniu milhares de chineses, principalmente estudantes, em Pequim, jamais haviam se reunido tantas pessoas para apelar ao governo. Em seguida, a reação do regime foi agir de forma rápida e brutal.
Na noite de 19 de julho de 1999, a polícia invadiu violentamente as casas de centenas de praticantes e os prendeu. No dia seguinte, o Falun Gong foi oficialmente declarado ilegal. Na China, muitos crimes são sentenciados com pena de morte.
Daí em diante, os meios de comunicação trabalharam duplamente, veiculando informação falsa ao público numa campanha massiva para reprimir e destruir o Falun Gong. Também difundiram suas propagandas a todas as embaixadas chinesas ao redor do mundo, com o propósito de despistar o público e encobrir os severos abusos aos direitos humanos dos praticantes do Falun Gong, enquanto milhares eram amontoados sob detenção para serem interrogados, torturados e "reeducados".
Até a atualidade, o regime chinês tem utilizado todos os métodos disponíveis para aterrorizar e pressionar as pessoas a renunciarem a sua fé, criando antagonismos na sociedade e entre membros de famílias por meio de ameaças, punições e multas severas.
2.3 - Quantas pessoas foram afetadas na perseguição?
Desde julho de 1999 até o presente, calcula-se que:
- 100 milhões de praticantes do Falun Gong tiveram seus direitos humanos fundamental e sistematicamente negados na China Continental;
- Mais de 100.000 praticantes foram detidos e aprisionados ilegalmente;
- Mais de 100.000 foram enviados a campos de trabalhos forçados sem passar por um procedimento legal;
- Mais de 6.000 foram sentenciados ilegalmente a prisão;
- Milhares foram confinados em hospitais psiquiátricos, sendo que tal ato é condenado pela Associação Mundial de Psiquiatria;
- Milhões ficaram desamparados, desempregados ou foram expulsos de suas escolas e universidades;
- Até o presente momento, foram confirmadas 3.427 mortes sob custódia policial. Segundo dados da ONG Missão Global para o Resgate dos Praticantes do Falun Gong Perseguidos, o número real de mortos pode ser superior a 20.000;
- Uma investigação independente, realizada em 2006, comprovou que praticantes do Falun Gong têm sido vítimas de remoções involuntárias de órgãos vitais (rins, fígado, coração, olhos, etc.) enquanto ainda vivos para a comercialização em transplantes, em escala industrial. O número de transplantes na China aumentou coincidente e geometricamente após o início da perseguição ao Falun Gong. Dos 60 mil transplantes declarados oficialmente pelo governo chinês; entre os anos de 2000 e 2005, as fontes de 41.500 órgãos nunca puderam ser esclarecidas;
- A perseguição não é voltada apenas aos chineses. Desde novembro de 2001, mais de 100 praticantes ocidentais já foram detidos e/ou agredidos por praticar Falun Gong;
- Cidadãos de diversas nacionalidades ao redor do mundo, que praticam o Falun Gong ou que investigam as violações dos direitos humanos de praticantes na China Continental, também são atacados e perseguidos.
2.4 - De que forma o Falun Gong respondeu à perseguição?
Os praticantes do Falun Gong na China apelaram ao governo chinês através dos meios legais apropriados sem receber nenhuma resposta, e resistiram à perseguição realizando manifestações públicas e pacíficas, solicitando uma abertura de diálogo com o governo. Apesar do grande número de pessoas que foram golpeadas, torturadas, encarceradas, assassinadas e que foram vítimas de outras graves injustiças durante estes anos de violência e tortura, os praticantes do Falun Gong mostraram benevolência e tolerância inigualáveis. Nem sequer um só praticante devolveu um golpe, ou se revoltou contra a polícia.
Os praticantes no estrangeiro organizaram longas caminhadas, greves de fome, manifestações pacíficas, campanhas para escrever cartas, conferências de imprensa e têm documentado e divulgado os abusos aos direitos humanos na China. Mundialmente, os praticantes usam somente métodos pacíficos e legais para apelar pelo fim da perseguição. Uma conduta como esta, tomada diante de semelhante tormento e injustiças mostradas em tão grande escala, dá ao mundo um testemunho eloquente e comovedor sobre a natureza fundamentalmente pacífica e compassiva do Falun Gong.
2.5 - Como respondeu a comunidade internacional?
A perseguição ao Falun Gong tem atraído a atenção de governos, organizações não-governamentais e organismos internacionais. Organizações defensoras dos direitos humanos, como a Anistia Internacional e o Human Rights Watch, têm manifestado extrema preocupação quanto às denúncias de tortura e maus-tratos aos praticantes na China e também têm instado as Nações Unidas e diversos governos a intervirem para pôr fim à perseguição.
O Congresso dos Estados Unidos já emitiu seis resoluções, as Resoluções 304, 530, 188, 218, 217 e 605, pedindo o fim imediato da campanha contra os praticantes do Falun Gong na China e no mundo. A primeira, a Resolução 217, foi aprovada em novembro de 1999. A última, a Resolução 605, foi aprovada em 17 de março de 2010, e instou o regime chinês a "cessar imediatamente a campanha para perseguir, intimidar, prender e torturar praticantes do Falun Gong, a abolir a Agência 610”, uma agência especial, extrajudicial, secreta e ilegal, instalada em todos os níveis do governo chinês, semelhante à Gestapo nazista, criada exclusivamente para eliminar os praticantes do Falun Gong, “e a libertar os praticantes, detidos somente por suas crenças, das prisões e campos de 'reeducação' através do trabalho.”
Em 21 de outubro de 2010, a perseguição ao Falun Gong foi levada à Assembleia Geral das Nações Unidas, a instância máxima da ONU, pelo novo Relator Especial sobre Liberdade de Crença e Religião do Conselho de Direitos Humanos, Heiner Bielefeldt. Heiner abordou a questão da perseguição e das torturas, e rejeitou o termo "seita", usado pelo regime chinês como justificativa para perseguir o Falun Gong.
Atualmente, tramita no Senado norte-americano a Resolução 232, proposta em 13 de julho de 2011, condenando e exigindo o fim imediato da perseguição.
Jiang Zemin, o ex-ditador da China criador da Agência 610, e que deu início à perseguição ao Falun Gong, está sendo processado em mais de 15 países por tortura, genocídio e crimes contra a humanidade.
2.6 - O que você pode fazer para ajudar?
A melhor forma de você ajudar é deixar as pessoas ao seu redor saberem o que é o Falun Gong e contar a elas sobre a perseguição que ocorre atualmente na China. Escreva ou ligue para os congressistas ou membros do governo de sua cidade ou província, Estado e país, para ajudar a criar uma consciência pública sobre as atrocidades que ocorrem na China. Desta forma, você ajudará a detê-las.